Três ou mais canções para voz e quarteto de cordas: A Voz e o Verso
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Kristoff Silva – Foto divulgação

“Entre a melodia cantada e a fala cotidiana, uma canção popular se situa como um ponto mágico que concentra o apelo estético e a persuasão da comunicação. “A voz e o verso” constituem assim um núcleo de sentido que por si só bastaria para reconhecermos uma canção. No entanto, ao unir o artesanato cancional à escrita para quarteto de cordas, propõe-se uma rede de significados, em que os laços entre o som e o sentido são fortalecidos pela polifonia.

São cinco vozes, e não somente a voz do intérprete cantor, que vêm participar dessa conversão do efêmero no perene, da comunicação pura que transmite uma mensagem oral à fruição estética que, em diferentes graus, sensibiliza e se faz perdurar em cada ouvinte. Cinco ou mais vozes, se fizermos jus às vozes dos parceiros letristas, convidados para a empreitada.”

É no mínimo curioso que cada um, sem estar inteiramente consciente da produção do outro, tenha decidido comentar esse encontro entre a palavra e a voz. “Parceria”, com letra de Mauro Aguiar, traz a figura de um sujeito que diante do branco do papel e de uma melodia deseja “romper o chão” e “lançar ao céu” a palavra, e para tanto reconhece que somente o encontro com a voz “que sabe desatar nós” pode alcançar tal gesto. Em “Canção em Quatro Partes”, Makely Ka relaciona quatro momentos do dia (Aurora, Mormaço, Noite e Madrugada) e diferentes estados de consciência (Vigília, Surto, Sonho e Coma) de um sujeito que anseia encontrar uma voz que apenas se insinua ao longo do texto. Bernardo Maranhão cria em “A voz e o verso” correspondências entre a imagem de um jangadeiro a tecer redes, o singrar da jangada entre as ondas, e o ato de criar — em especial, o ato de compor uma canção, refletindo justamente sobre a natureza híbrida do texto cancional.

O já mencionado núcleo de sentido (sobre o qual o teórico Luiz Tatit erigiu um modelo de análise que se tornou uma das principais referências nos estudos especializados em canção popular) concentra, sem sombra de dúvida, o foco dos esforços criativos daqueles que se atrevem a contribuir, com traços pessoais, com essa intensa (e imensa) produção de canções, traço que singulariza a expressão (especialmente musical) do Brasil. E quando um compositor de canções, cuja formação musical permite aceitar, ao menos como desafio, uma incursão em território tão caro à cultura musical erudita, como é o da escrita para quarteto de cordas, o que se pode esperar é uma relação dialógica, enlace amoroso entre duas formas distintas de expressão musical. Esperas, silêncios, gestos abruptos ou lânguidos do quarteto fundem-se às pausas, consoantes e vogais, num jogo em que cada voz somente diz o que possa ser imediatamente integrado ao todo: a canção. Por isso, os parâmetros devem ser outros, não aqueles pelos quais se possa pautar a escuta de um quarteto de cordas de um jovem autor. Não há negação nem superação de nada que já tenha sido escrito para essa formação, mas sim reverência e irreverência, desde que no fim se favoreça a palavra cantada.”

Kristoff Silva

Memória e Antecipação: a Nona Sinfonia (Parte 3)
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Ludwig Van BeethovenO Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Samuel Titan Jr. realizada no dia 16 de março na Sala São Paulo. O professor fala sobre a Nona Sinfonia de Beethoven.
“O fascínio de Beethoven pela ‘Ode à Alegria’ de Schiller vinha de mais longe, dos tempos de juventude em Bonn: seu desejo de musicá-la desponta já em 1790 (na cantata ‘Leopold’) e 1793 (mesmo ano em que a peça ‘Os Salteadores’, de Schiller, foi vetada pela censura)”.
Samuel Titan Jr.

Leia aqui o ensaio completo de Samuel Titan Jr.

Memória e Antecipação: a Nona Sinfonia (Parte 2)
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beethoven_3O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Samuel Titan Jr. realizada no dia 16 de março na Sala São Paulo. O professor fala sobre a Nona Sinfonia de Beethoven.
“O tema de abertura se refrata, duplica, inverte, estilhaça e refaz, sempre vertiginosamente, num movimento labiríntico que volta e meia ameaça não ter fim nem chegar ao final feliz de um allegro de praxe, com a resolução harmônica do movimento inteiro, a tal ponto que a volta do tema ao final do movimento se dá num fortissimo que inspira um efeito não de resolução e repouso, mas de exacerbação da situação original”.
Samuel Titan Jr.

Leia aqui o ensaio completo de Samuel Titan Jr.

Memória e Antecipação: a Nona Sinfonia (Parte 1)
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beethoven-3O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Samuel Titan Jr. realizada no dia 16 de março na Sala São Paulo. O professor fala sobre a Nona Sinfonia de Beethoven.
“A [Nona] Sinfonia é fruto de uma gestação muito longa, e talvez muito de sua beleza venha do modo como, entregue ao ímpeto de antecipar o futuro da música (e da humanidade), ela também conserva em seu próprio tecido musical a memória dos passos trilhados. Memória e antecipação – talvez a fórmula nos ajude a dar alguns passos sinfonia adentro”.
Samuel Titan Jr.

Leia aqui o ensaio completo de Samuel Titan Jr.

Coro da Osesp homenageia Arvo Pärt
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Arvo Pärt (Sejny, Polônia - 2003 – Roberto Masotti)

Arvo Pärt (Sejny, Polônia – 2003 – Roberto Masotti)

O primeiro concerto da Série Coral deste ano inaugura as apresentações de obras do compositor transversal Arvo Pärt, autor que terá parte de seu repertório executada ao longo do ano em diferentes formações. Antes da apresentação, Arthur Nestrovski comenta as obras do programa, que inclui também composições de Gregorio Allegri e György Ligeti. Leia a nota de programa deste concerto. Leia também o ensaio de Alfredo Votta Jr. sobre Arvo Pärt.

Bate-papo com Flávio Gabriel e Proveta
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O trompetista Flávio Gabriel, solista na série de câmara da Osesp, conversa com o compositor Nailor Azevedo, o Proveta, sobre obra feita em sua homenagem pelo prêmio recebido em 2010 no Festival Internacional Primavera de Praga.

A composição Concertino Forma-Choro Para Trompete, Cordas e Piano terá estréia mundial no concerto de 1º de maio às 17 horas na Sala São Paulo, com Terje Tonnesen como regente e violinista. Também estão no programa Suite Holberg de Edvard Grieg, e o Quarteto nº 2 de Leos Janacek.

Janequin: La Bataille de Marignan
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Clément Janequin (1485 - 1558)

Clément Janequin

La Bataille de Marignan

Isaac Karabtchevsky regente

Coro da Osesp

Segundo concerto da série Concerto a Preços Populares apresenta a obra La Bataille de Marignan do compositor francês Clément Janequin (1485 - 1558), gravada no dia 5 de março. A série, que teve início neste ano, disponibiliza ingressos a R$ 15,00 e acontece às 19h30.

Encontro com Yan Pascal Tortelier (Parte 2)
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O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a segunda parte do encontro com Yan Pascal Tortelier realizado no dia 28 de outubro na Sala São Paulo. O maestro responde a perguntas da plateia e fala sobre o seu modo de trabalho com a orquestra.

Encontro com Yan Pascal Tortelier (Parte 1)
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O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte do encontro com Yan Pascal Tortelier realizado no dia 28 de outubro na Sala São Paulo. O regente titular da Osesp fala sobre a importância da Turnê Europa 2010 para a Orquestra.
Depoimento do maestro Rafael Frühbeck de Burgos
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O regente espanhol convidado da Temporada Osesp 2011 fala sobre a experiência de conduzir pela primeira vez uma orquestra brasileira. De Burgos rege a Osesp em seis concertos na Sala São Paulo (um programa dias 17, 18 e 20 de março, outro dias 24, 25 e 26 de março), em uma apresentação da 9ª Sinfonia de Beethoven sábado 19 de março às 18h30 no Parque da Independência e em dois Ensaios Abertos. Além dos concertos, o maestro participa do ciclo Música na Cabeça em encontro com o público no dia 24 de março às 19h30.