Sinfonia nº 7 em Lá Maior, Op. 92
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Ludwig van Beehtoven

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Yan Pascal Tortelier regente

Osesp e Tortelier

foto: Desirée Furoni

Estreada em 1813 na Universidade de Viena, sob regência do próprio compositor, a audição da Sinfonia nº 7 de Ludwig van Beethoven foi executada em benefício dos soldados austríacos e bávaros após a batalha de Hanau contra as forças napoleônicas.
A obra foi composta para 2 flautas, 2 oboés, 2 clarinetes, 2 fagotes, 2 trompas, 2 trompetes, tímpanos e cordas e tem duração aproximada de 36 minutos.

A Oitava Sinfonia: Uma Apoteose Paradoxal (Parte 2)
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gustav_mahlerO Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a segunda parte da palestra com Jorge de Almeida realizada no dia 29 de setembro na Sala São Paulo. O professor fala sobre a Oitava Sinfonia de Mahler.

“Diante da imensidão dessa Oitava Sinfonia, empalidece até mesmo a imagem que Mahler utilizava para justificar a superação dos limites tradicionais do gênero sinfônico. Se a composição de uma sinfonia significava ‘construir um mundo com todos os meios disponíveis’, agora ele chega a mencionar ‘planetas e sóis girando uns sobre os outros’. De fato, o universo musical passa a ser explorado com meios ainda mais ousados: ‘Até agora, empreguei palavras e vozes humanas apenas para sugerir, adicionar, estabelecer certos estados de espírito. [...] Na Oitava, porém, a voz é pensada ao mesmo tempo como um instrumento e como portadora de ideias poéticas, configurando uma verdadeira sinfonia’ ”.
Jorge de Almeida

Leia aqui o ensaio completo de Jorge de Almeida.

A Oitava Sinfonia: Uma Apoteose Paradoxal (Parte 1)
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gustav-mahler

O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Jorge de Almeida realizada no dia 29 de setembro na Sala São Paulo. O professor fala sobre a Oitava Sinfonia de Mahler.

“A grandiosidade da Oitava Sinfonia nos deslumbra e constrange. Quando o órgão sustenta o primeiro acorde e o enorme coro invoca o espírito criador, uma espiral de vozes, arcos, sopros e golpes parece querer alcançar os céus, exaltando a salvação prometida nos textos. Mesmo assim permanecemos todos sentados, ouvindo a prece com suspeita e com os pés bem firmes no chão. Afinal, nossa época desconfia de tudo isso, e o apelo a uma “redenção pelo amor” soa descabido como os exageros do romantismo tardio, lembrando as valsinhas e fanfarras que atravessavam as primeiras sinfonias de Mahler”.

Jorge de Almeida

Leia aqui o ensaio completo de Jorge de Almeida.

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Valsas de Josef Strauss
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Ball der Stadt Wien - Wilhelm Gause

Ball der Stadt Wien - Wilhelm Gause

Josef STRAUSS

Frank Shipway regente
Osesp

Delírios - Valsa, Op. 212
Música das Esferas - Valsa, Op. 235

Muito bem aceito pela alta sociedade vienense, o estilo musical valsa, de origem alemã, se popularizou por volta de 1820 em Viena e teve os membros da família Strauss como alguns dos mais importantes compositores.

Polcas de Josef e Johann Strauss
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Hofball in Wien - Wilhelm Gause

Hofball in Wien - Wilhelm Gause

Josef STRAUSS
Despreocupada - Polca Rápida, Op.271

Johann STRAUSS
Camponeses - Polca, Op.276

Frank Shipway regente
Osesp

Tendo origem na região da Boêmia, o estilo de música e dança polca se popularizou na europa central por volta de 1830. Após passar por Praga, a polca chegou à Viena e passou a fazer parte do repertório dos salões vienenses, frequentados pela elite.

Três ou mais canções para voz e quarteto de cordas: A Voz e o Verso
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Kristoff Silva – Foto divulgação

“Entre a melodia cantada e a fala cotidiana, uma canção popular se situa como um ponto mágico que concentra o apelo estético e a persuasão da comunicação. “A voz e o verso” constituem assim um núcleo de sentido que por si só bastaria para reconhecermos uma canção. No entanto, ao unir o artesanato cancional à escrita para quarteto de cordas, propõe-se uma rede de significados, em que os laços entre o som e o sentido são fortalecidos pela polifonia.

São cinco vozes, e não somente a voz do intérprete cantor, que vêm participar dessa conversão do efêmero no perene, da comunicação pura que transmite uma mensagem oral à fruição estética que, em diferentes graus, sensibiliza e se faz perdurar em cada ouvinte. Cinco ou mais vozes, se fizermos jus às vozes dos parceiros letristas, convidados para a empreitada.”

É no mínimo curioso que cada um, sem estar inteiramente consciente da produção do outro, tenha decidido comentar esse encontro entre a palavra e a voz. “Parceria”, com letra de Mauro Aguiar, traz a figura de um sujeito que diante do branco do papel e de uma melodia deseja “romper o chão” e “lançar ao céu” a palavra, e para tanto reconhece que somente o encontro com a voz “que sabe desatar nós” pode alcançar tal gesto. Em “Canção em Quatro Partes”, Makely Ka relaciona quatro momentos do dia (Aurora, Mormaço, Noite e Madrugada) e diferentes estados de consciência (Vigília, Surto, Sonho e Coma) de um sujeito que anseia encontrar uma voz que apenas se insinua ao longo do texto. Bernardo Maranhão cria em “A voz e o verso” correspondências entre a imagem de um jangadeiro a tecer redes, o singrar da jangada entre as ondas, e o ato de criar — em especial, o ato de compor uma canção, refletindo justamente sobre a natureza híbrida do texto cancional.

O já mencionado núcleo de sentido (sobre o qual o teórico Luiz Tatit erigiu um modelo de análise que se tornou uma das principais referências nos estudos especializados em canção popular) concentra, sem sombra de dúvida, o foco dos esforços criativos daqueles que se atrevem a contribuir, com traços pessoais, com essa intensa (e imensa) produção de canções, traço que singulariza a expressão (especialmente musical) do Brasil. E quando um compositor de canções, cuja formação musical permite aceitar, ao menos como desafio, uma incursão em território tão caro à cultura musical erudita, como é o da escrita para quarteto de cordas, o que se pode esperar é uma relação dialógica, enlace amoroso entre duas formas distintas de expressão musical. Esperas, silêncios, gestos abruptos ou lânguidos do quarteto fundem-se às pausas, consoantes e vogais, num jogo em que cada voz somente diz o que possa ser imediatamente integrado ao todo: a canção. Por isso, os parâmetros devem ser outros, não aqueles pelos quais se possa pautar a escuta de um quarteto de cordas de um jovem autor. Não há negação nem superação de nada que já tenha sido escrito para essa formação, mas sim reverência e irreverência, desde que no fim se favoreça a palavra cantada.”

Kristoff Silva

Memória e Antecipação: a Nona Sinfonia (Parte 3)
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Ludwig Van BeethovenO Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Samuel Titan Jr. realizada no dia 16 de março na Sala São Paulo. O professor fala sobre a Nona Sinfonia de Beethoven.
“O fascínio de Beethoven pela ‘Ode à Alegria’ de Schiller vinha de mais longe, dos tempos de juventude em Bonn: seu desejo de musicá-la desponta já em 1790 (na cantata ‘Leopold’) e 1793 (mesmo ano em que a peça ‘Os Salteadores’, de Schiller, foi vetada pela censura)”.
Samuel Titan Jr.

Leia aqui o ensaio completo de Samuel Titan Jr.

Memória e Antecipação: a Nona Sinfonia (Parte 2)
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beethoven_3O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Samuel Titan Jr. realizada no dia 16 de março na Sala São Paulo. O professor fala sobre a Nona Sinfonia de Beethoven.
“O tema de abertura se refrata, duplica, inverte, estilhaça e refaz, sempre vertiginosamente, num movimento labiríntico que volta e meia ameaça não ter fim nem chegar ao final feliz de um allegro de praxe, com a resolução harmônica do movimento inteiro, a tal ponto que a volta do tema ao final do movimento se dá num fortissimo que inspira um efeito não de resolução e repouso, mas de exacerbação da situação original”.
Samuel Titan Jr.

Leia aqui o ensaio completo de Samuel Titan Jr.

Memória e Antecipação: a Nona Sinfonia (Parte 1)
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beethoven-3O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Samuel Titan Jr. realizada no dia 16 de março na Sala São Paulo. O professor fala sobre a Nona Sinfonia de Beethoven.
“A [Nona] Sinfonia é fruto de uma gestação muito longa, e talvez muito de sua beleza venha do modo como, entregue ao ímpeto de antecipar o futuro da música (e da humanidade), ela também conserva em seu próprio tecido musical a memória dos passos trilhados. Memória e antecipação – talvez a fórmula nos ajude a dar alguns passos sinfonia adentro”.
Samuel Titan Jr.

Leia aqui o ensaio completo de Samuel Titan Jr.