Ampliação de consciência e espiritualidade

Últimos 10 artigos publicados

Doenças respiratórias de inverno
Categorizado em Pod Ter Saúde

Basta a temperatura cair um pouco para que determinadas pessoas apresentem indícios de que alguma enfermidade se avizinha. O aparecimento de gripes, resfriados e outras doenças respiratórias é particularmente favorecido durante o inverno, em especial nos grandes centros urbanos. Para falar sobre o tema, o Pod Ter Saúde entrevistou o médico pneumologista, Dr. Oliver Nascimento. A pedido de nossos ouvintes, o bate-papo com o professor de Pneumologia da UNIFESP é, agora, reprisado. Entre outros pontos, o especialista fala dos cuidados a serem tomados para evitar as doenças respiratórias do inverno e suas complicações.

203 - Morte morrida ou morte matada
Categorizado em Café Brasil

cafe_brasil_mortemorridaO podcast da semana usa um texto de Alex Soletto para mais uma vez discutir o aquecimento global e o efeito estufa que ameaçam acabar com a festa. Partimos da constatação de que todos morreremos. Resta saber como… Alex trata de recentes pesquisas que indicam que a coisa pode não ser como parece. Ou como querem que pensemos que são. Na trilha sonora, Zé Coco do Riachão, Caetano Veloso e a surpreendente participação do maestro Rogério Duprat num momento escatológico da MPB, além de Rita Lee e Lucinha Turnbull e um fantástico depoimento cantado de Xangai, chamado NATUREZA. Apresentação de Luciano Pires.

O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em www.lucianopires.com.br/dlog

Heloísa Torres de Mello – Dia a dia sustentável
Categorizado em PodCyrela

heloisatorresdemelloConsumo desenfreado. Queima de combustíveis fósseis. Aquecimento global. Poluição. Estilo de vida. São alguns dos fatores que pesam no tênue equilíbrio da natureza. Sem abrir mão do conforto da vida moderna é possível ter uma relação mais cuidadosa com a Terra e os recursos naturais. Soluções simples para cuidar melhor do nosso planeta e reduzir o impacto de nossa passagem por aqui são o fio condutor do bate-papo com a gerente de operações do Instituto Akatu, Heloísa Torres de Mello. Confira nesta entrevista no PodCyrela!

Instituto Akatu na net: http://www.akatu.org.br

Clube da Comédia Stand Up – Oscar Filho
Categorizado em Entrevistas

oscar_filhoUm dos protagonistas da nova geração do humor brasileiro, Oscar Filho está em cartaz em São Paulo com dois espetáculos. No Teatro Procópio Ferreira, todas as quartas, ele integra o elenco fixo do Clube da Comédia Stand Up, que também conta com Marcelo Mansfield, Marcela Leal e Danilo Gentili. No Teatro Shopping Frei Caneca apresenta todos os sábados, às 23h59, o espetáculo Putz Grill. Além disso, na telinha, Oscar Filho conquista o público com suas estripulias como repórter no telejornal humorístico da Band, o CQC – Custe o que Custar. Neste bate-papo exclusivo na PodCasting Brasil, o comediante fala sobre sua trajetória e aos múltiplos projetos aos quais vem se dedicando.

Oscar Filho na net:
http://www.oscarfilho.com.br

Expedições: grau alto de aventura
Categorizado em Homem

Práticas de esportes ao ar livre, com altos graus de desafio e em diversos níveis: físicos, psicológicos, climáticos, geográficos…

As expedições de aventura são atividades de intenso contato com a natureza: canoagem e alpinismo, por exemplo. E que sempre proporcionam lições e aprendizados para quem as pratica. Mas como será que acontece a decisão para enfrentar tais desafios? O que cada um leva para seu cotidiano desta vivência tão forte? No áudio, duas pessoas com experiências em expedições nos dão seus depoimentos pessoais. João Iaro fez uma travessia de canoa, de Santos (SP) a Paraty (RJ), e Rafael Almeida aventurou-se em uma expedição de 10 dias por Portugal. Ouça o áudio e inspire-se!

Lendas brasileiras: O Uirapuru
Categorizado em Amor Fundamental, Um Mundo Melhor

A Natura apresenta cinco lendas da região norte do Brasil. A terceira delas é “O Uirapuru”, que conta a origem desse pássaro de canto belo e melodioso. Ouça a lenda na voz do contador de histórias Giba Pedroza, com trilha sonora de Ricardo Peninha.

Desde sempre, o canto dos pássaros fascina os homens. O imaginário indígena é povoado de muitas histórias e lendas sobre os pássaros que habitam o Brasil. O Uirapuru é uma belíssima lenda de amor que fala de duas mulheres que eram apaixonadas pelo mesmo guerreiro indígena. Após uma disputa pelo amor do cacique, a derrotada pede para ser transformada em um pássaro somente para ficar perto do seu amor. É assim que nasce este pássaro de canto tão belo e triste, que migra do sul para o norte do Brasil e vive até hoje na região amazônica. Com seu canto raro, ele encanta os homens e toda a natureza.

Manfred, Op.115: Abertura
Categorizado em OSESP PodCast

Robert Schumann

John Nelson regente
Osesp
Gravada em maio de 2010 na Sala São Paulo.

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Retrato do compositor Robert Schumann (1839), por Joseph Kriehuber.

O final da década de 1840, quando vivia uma fase de euforia, foi especialmente produtivo para Schumann. Após a leitura de alguns poetas, compôs, em 1848, a Canção do Advento, sobre poema de Friedrich Rückert (1788-1866). No ano seguinte, escreveria o Réquiem Para Mignon, baseando-se no romance Wilhelm Meister de J. W. von Goethe (1749-1832). Foi entre 1848 e 1849, depois de completar Genoveva, que o compositor concebeu a música incidental para o poema dramático Manfred, de Lord Byron (1788-1824). Revista em 1851, a música é encabeçada pela “Abertura”, seu trecho mais famoso.

O texto do poeta inglês, de 1817, é ambientado na Suíça; a ação se passa ora no castelo gótico da personagem-título, ora em meio às paisagens, então selvagens, dos Alpes. A obra retrata o herói romântico, que rejeitava tanto o contato humano quanto o conforto das religiões. Manfred é consumido por seu sentimento de culpa por uma transgressão, que envolve Astarte, única mulher que amou, morta por sua causa. Essa heroína espelha a irmã do poeta, com quem manteve uma relação incestuosa, na Inglaterra, antes de iniciar o exílio. São estas as últimas palavras do moribundo Manfred: “Não é tão difícil morrer”.

Schumann, que sempre se identificou com Manfred, esse herói atormentado pela loucura e pela morte, concentrou algo do enredo do texto de Byron na sua dramática abertura orquestral, dominada por três temas principais acompanhados de alguns motivos episódicos. Ainda que obedeça à forma-sonata clássica, a costura das ideias é tramada de maneira a sugerir a liberdade formal de um improviso. O primeiro tema, cromático, é mostrado logo na introdução lenta, evocando a amargura de Astarte. Às vezes, é interrompido por exclamações das cordas em fúria; assim se chega ao segundo motivo, ligado a Manfred, de recorte a um só tempo impulsivo e apaixonado. Essa ideia, por sua vez, engendra o terceiro tema, que simboliza o pedido aterrorizado de Astarte, o qual reintroduz a progressão cromática ascendente do começo.

Depois de todo um trabalho temático baseado em climas que mesclam agitação e dor, a “Abertura” extingue-se numa coda mais apaziguada, que ruma em direção ao silêncio.

J. Jota de Moraes

202 - Tequinologia do abraço
Categorizado em Café Brasil

cafe_abracoO podcast da semana trata de amizade. De amigos. O que seria de nós se não fossem nossos amigos? Que coisa interessante é esse sentimento que une as pessoas: a amizade… A partir de um texto de Marli Gonçalves chamado “Eu quero ter um milhão de amigos”, vamos refletir sobre o assunto, passando pela poesia, pelo matuto e até com um pitaco do mestre Rubem Alves. Na trilha sonora, Yamandú Costa, Lenine e Zé Renato, Ivette Matos, Enubio Queiroz, Henrique Cazes, Alvarenga e Ranchinho e os amigos Beto Hora e Alaor Coutinho. Apresentação de Luciano Pires.

O texto desse programa, com poesias e letras das músicas pode ser encontrado no DLOG CAFÉ BRASIL, publicado em www.lucianopires.com.br/dlog

Suzin Merlot 2007
Categorizado em Ouvindo Vinho

suzinMais uma boa surpresa da Serra Catarinense, que vem crescendo muito na disputa pelo posto de principal região vinífera do país. Produzido nas instalações da Vila Francioni, esse vinho da Vinícola Suzin tira proveito da altitude de seus vinhedos, onde os raios de sol são mais agressivos, fazendo com que as cascas das uvas se tornem mais grossas e ricas em polifenóis. Na degustação, a cor intensa denota sua juventude e no aroma destacam-se as notas vegetais, toques de ameixa e leve madeira. O inevitável trocadilho “Esse não vai Suzin” propõe harmonizações diversas, como embutidos, várias espécies de queijos e algumas massas.

http://www.vinicolasuzin.com.br

Abertura Grande Páscoa Russa, Op.36
Categorizado em OSESP PodCast

Nikolai Rimsky-Korsakov

Isaac Karabtchevsky regente
Osesp
Gravada em abril de 2010 na Sala São Paulo.

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Retrato do compositor Nikolai Rimsky-Korsakov (1898), por Valentin Alexandrovich Serov

Rimsky-Korsakov emerge de sua autobiografia, Minha Vida Musical (1909) como uma pessoa sumamente equilibrada e dona de si; é surpreendente que uma cabeça tão fresca tenha gerado tanta combustão. Influenciou toda uma geração nacionalista e a imagem que se tem da música russa, propondo um estilo que caminha sobre a fina linha entre Ocidente e Oriente, entre cristianismo e paganismo.

O compositor já tinha um catálogo polpudo de obras orquestrais, incluindo três sinfonias quando, entre 1887 e 1888, regeu a estreia das três obras que fazem dele uma referência suprema na arte da orquestração, além de garantirem sua presença no repertório: o Capricho Espanhol, Op.34; Scheherazade, Op.35 e esta Abertura Grande Páscoa Russa (Svetly Prazdnik, que, em russo significa algo como Feriado Resplandecente), Op.36. A partir dali, ele praticamente só compôs óperas até o final de sua carreira.

Apesar de ser um descrente, era fascinado por temas litúrgicos e, nessa abertura, tentou reproduzir “a impressão da missa na manhã de Páscoa, numa grande catedral apinhada de gente de todas as classes, […] o aspecto legendário e pagão desta festividade, e a transição da solenidade e mistério da noite do Sábado de Aleluia para as irrefreáveis celebrações pagãs-religiosas da manhã de Páscoa”. De fato, a Páscoa ortodoxa reveste-se de um ânimo visceral bem distante da Páscoa católica e cria um contraste marcante com o mistério da Semana Santa.

Para tornar mais vívida sua evocação, o autor baseou-se majoritariamente em temas extraídos de uma antiga coleção de cantos ortodoxos chamada Obikhod. Ao longo da partitura, ele insere pequenas descrições que revelam uma inclinação panteísta. A introdução é dominada por dois hinos, um entoado pelos sopros e o outro pelo violoncelo. As cadências do violino e da flauta representam a luz emanando do Sepulcro no momento da Ressurreição. O allegro que se segue representa os festejos matinais, com o bimbalhar de sinos, ao final, combinado com mais temas litúrgicos e com os temas da introdução num clímax epifânico.

Fabio Zanon