Ampliação de consciência e espiritualidade

Últimos 10 artigos publicados

Francisco Mignone: Concertino Para Clarinete
Categorizado em OSESP PodCast
Sérgio Burgani em concerto da Osesp na Sala São Paulo (por Desirée Furoni)

Sérgio Burgani em concerto da Osesp na Sala São Paulo (por Desirée Furoni)

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Marin Alsop regente
Sérgio Burgani clarinete

Francisco MIGNONE
Concertino Para Clarinete e Pequena Orquestra
- Fantasia
- Toada (Seresta)
- Final

Gravado em abril de 2012 na Sala São Paulo

“Francisco Mignone é hoje uma das figuras mais importantes da música americana, não só pelo valor independente das suas obras principais, como pelo que ele revela, no ponto em que está, do drama da nossa cultura. Deste ponto de vista Francisco Mignone será talvez o compositor mais representativo que temos atualmente.

Muitos compositores americanos, principalmente brasileiros, têm passado por mim, e de todas as casas: jamais encontrei entre eles quem demonstrasse, como Francisco Mignone, um conhecimento mais íntimo, mais profundo e mais vasto da música.

Com exceção de Carlos Gomes, e porventura mesmo incluindo o grande cantos do passado, não sei de quem melhor escreva para voz, no Brasil. Desde os primeiros maxixes para o piano que, sob o pseudônimo de Chico Bororó, lançava no mercado, percebia-se em Francisco Mignone uma perfeita identificação nacional.”

Mário de Andrade, O Estado de S. Paulo, 22 de outubro de 1939.

Edward Elgar: Sinfonia nº 2, Op. 63
Categorizado em OSESP PodCast
Foto de Edward Elgar, c. 1900

Foto de Edward Elgar, c. 1900

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Frank Shipway regente

Edward ELGAR
Sinfonia nº 2 em Mi Bemol Maior, Op.63
- Allegro Vivace e Nobilmente
- Larghetto
- Rondo: Presto
- Moderato e Maestoso

Gravado em maio de 2012 na Sala São Paulo

“Obra de maturidade do compositor, a Sinfonia nº 2 tem inscrita, na primeira página de sua partitura, um verso do poema Song (Canção) de Percy Bysshe Shelley (1792-1822): Rarely, rarely comest thou, Spirit of Delight! (Raramente, raramente vens, Espírito do Deleite).

Contudo, o próprio Elgar advertiu: “Para chegar perto do estado de espírito da sinfonia, o poema de Shelley pode ser lido na íntegra, mas a música não ilustra o poema como um todo, nem o poema elucida inteiramente a música”.

Assim, os estudiosos têm se entretido em buscar relações entre a obra e a vida privada de Elgar, vendo, por exemplo, na marcha fúnebre do segundo movimento, uma homenagem ao amigo Alfred E. Rodewald, falecido durante a composição da obra. Alice Stuart Wortley, com a qual Elgar teria tido uma ligação romântica, seria a inspiração geral da sinfonia.”

Trecho da nota de Irineu Franco Perpetuo publicada na edição nº 3 da Revista Osesp 2012

Joseph Haydn: Sinfonia nº 52
Categorizado em OSESP PodCast
Retrato de Joseph Haydn, por Thomas Hardy, 1792

Retrato de Joseph Haydn, por Thomas Hardy, 1792

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Celso Antunes regente

Joseph HAYDN
Sinfonia nº 52 em Dó Menor
- Allegro Assai con Brio
- Andante
- Menuetto e Trio. Allegretto
- Finale. Presto

Gravado em agosto de 2012 na Sala São Paulo

“Não se sabe quando Joseph Haydn compôs a Sinfonia nª 52 em Dó Menor. Mas é certo que isso se deu nos primeiros anos da década de 1770. A obra reflete a tendência protorromântica do movimento Sturm und Drang (”Tempestade e Ímpeto”), marcante, sobretudo, na música e na literatura dessa década.

O Sturm und Drang expressa predileção pelos contrastes dramáticos, pelo modo menor, pelas linhas angulosas em uníssonos e pela intensificação expressiva. Influencia também a produção de Mozart do período (a exemplo da Sinfonia nº 25) e, por intermédio dela e da de Haydn, obras posteriores de Beethoven (como a Sinfonia nº 5). Essa influência não pode ser dissociada de um pendor de exploração musical a transformar o classicismo, a repelir uma compreensão estática dele. Pendor que tem na Sinfonia nº 52, mais do que um representante, um agente.”

Trecho da nota de programa de Daniel Bento publicada na edição nº 5 da Revista Osesp 2012

Alfred Schnittke: contradição e diversidade (Parte 3)
Categorizado em OSESP PodCast
2

Palestra com Marco Aurélio Scarpinella Bueno pela série Música na Cabeça (por Daniela Cotrim)

O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a terceira parte da palestra com Marco Aurélio Scarpinella Bueno realizada no dia 31 de outubro na Sala São Paulo. O médico e pesquisador musical fala sobre o compositor russo Alfred Schnittke.

“Dono de um estilo em que se combinam, também, as vertentes mais contraditórias, coube a ele a alquimia de traduzir tanta diversidade numa simplicidade elementar. Sua música é uma arte das mil maneiras, uma enciclopédia viva de referências e modos do passado e do presente. Mas a maneira, aqui, se traduz de imediato em estilo; estilo, em verdade; e verdade, em emoção. As forças latentes ou subjacentes da música se revelam no contraste entre estilos. A composição se torna, no limite, uma arte visionária, capaz de descrever verdadeiras geografias musicais – tão-só para ultrapassá-las ou abstrair-se delas.” Arthur Nestrovski, diretor artístico da Osesp.

Leia aqui na íntegra o ensaio sobre compositor Alfred Schnittke.

O vendedor do futuro - Renato Gosling
Categorizado em Entrevistas

livro-no-iphone-72dpiDe forma objetiva e envolvente, O vendedor do futuro, de Renato Gosling, fala sobre negócios e vendas; aborda especialmente as constantes mudanças neste universo e que desafiam os mais distintos profissionais a se manterem em contínua atualização e inovação. A publicação (Editora Original / Panda Books) traz dez entrevistas com empresários e executivos de destaque que dão diversos pontos de vista sobre a realidade do mercado, por meio de seus relatos e experiências nas diferentes áreas em que atuam. Especialista em comunicação e marketing com foco no mercado digital, Renato Gosling fala sobre sua trajetória, mudanças no mundo corporativo, os desafios dos profissionais que atuam em distintos segmentos dos negócios e os fatores que o levaram a escrever O vendedor do futuro.

Renato Gosling na net: www.renatogosling.com

Para comprar o livro, clique aqui.

Alfred Schnittke: contradição e diversidade (Parte 2)
Categorizado em OSESP PodCast
Palestra com Marco Aurélio Scarpinella Bueno pela série Música na Cabeça (por Daniela Cotrim)

Palestra com Marco Aurélio Scarpinella Bueno pela série Música na Cabeça (por Daniela Cotrim)

O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a segunda parte da palestra com Marco Aurélio Scarpinella Bueno realizada no dia 31 de outubro na Sala São Paulo. O médico e pesquisador musical fala sobre o compositor russo Alfred Schnittke.

“Insatisfeito com a música serial, incapaz de se livrar de seus “ritos adolescentes de auto-negação”, Schnittke vinha ensaiando, desde fins da década de 1960, uma outra forma de composição, onde tonalidade e atonalismo podem se combinar de forma análoga aos temas contrastantes de uma sonata clássica. Um e outro sistema, nas suas mãos, tornam-se matéria de uso para a composição. A “lógica paradoxal” do neoclassicismo de Stravinsky e a “recusa ao purismo de estilo” de Mahler estão entre os ancestrais assumidos dessa nova música “poliestilística”, onde figuras barrocas, microtonalismo e a música popular mais trivial se sucedem e se chocam em torno a uma imagem inatingível.” Arthur Nestrovski, diretor artístico da Osesp.

Leia aqui na íntegra o ensaio sobre compositor Alfred Schnittke.

Alfred Schnittke: contradição e diversidade (Parte 1)
Categorizado em OSESP PodCast

alfred_schnittkeO Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Marco Aurélio Scarpinella Bueno realizada no dia 31 de outubro na Sala São Paulo. O médico e pesquisador musical fala sobre o compositor russo Alfred Schnittke.

“Nascido em Engels, na Rússia, em 1934, de pai letão e mãe alemã, Schnittke passou parte da adolescência em Viena. Estudou composição em Moscou e tornou-se informalmente discípulo de Shostakovich; já perto dos 30 anos, descobriu o serialismo e as utopias humanitárias de Luigi Nono. A essa mistura de tradições se somariam, mais tarde, os interesses pela cultura chinesa, a ioga, a cabala e o ocultismo, além da religião católica (de sua mãe), praticada em contraponto com o judaísmo (do pai) e a igreja ortodoxa russa.” Arthur Nestrovski, diretor artístico da Osesp.

Leia aqui na íntegra o ensaio sobre compositor Alfred Schnittke.

Variações em Tempos de Guerra e de Paz (Parte 3)
Categorizado em OSESP PodCast
efeitos-da-bomba-atomica-sobre-a-cidade-de-hiroshima

Efeitos da bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima

O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a terceira parte da palestra com Jorge de Almeida realizada no dia 09 de maio na Sala São Paulo. O professor fala sobre música em tempos de guerra e de paz.

“No temerário esforço de representar em sons o calor das batalhas, os compositores acabaram registrando as mudanças na própria história da guerra. Enquanto Clément Janequin, no século XVI, distribui com rigor polifônico ruídos e onomatopeias bélicas a seus cantores, os violinos de Claudio Monteverdi, um século depois, imitam os cavalos e golpes de espada do combate entre Tancredi e Clorinda. Os conflitos incorporam novas armas, e logo o metal da artilharia pesada domina o campo de batalha de clássicos e românticos, confundindo-se com o rufar dos tambores e o apelo dos clarins. Os exagerados canhões de Tchaikovsky, na famosa Abertura 1812 (composta em 1882), anunciam a capitulação da música diante do maior poder de fogo da realidade. Nas mãos dos compositores futuristas, o piano ainda tentará louvar o heroísmo tecnológico da guerra aérea, mas as ondas de choque da bomba atômica, no lamento que Krzysztof Penderecki dedica às vítimas de Hiroshima, calarão qualquer tentativa de tornar belo o horror.”

Leia aqui na íntegra o ensaio “Variações em Tempos de Guerra e de Paz” do professor Jorge de Almeida.

Variações em Tempos de Guerra e de Paz (Parte 2)
Categorizado em OSESP PodCast
estreia-da-sinfonia-nc2ba-7-leningrado-de-shostakovich-em-moscou-no-ano-de-1942

Estreia da Sinfonia nº 7, Leningrado, de Shostakovich, em Moscou, no ano de 1942

O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Jorge de Almeida realizada no dia 09 de maio na Sala São Paulo. O professor fala sobre música em tempos de guerra de paz.

“Aux armes, citoyens! Formez vos batallions!” [“Às armas, cidadãos! Formem seus batalhões”] A Revolução Francesa engajou milhões de pessoas em nome da liberdade, igualdade e fraternidade. Muitas vezes, a paz é injusta, e há guerras que se devem lutar, na esperança de um mundo melhor. Assim pensava Beethoven, que dedicou sua Terceira Sinfonia ao herói Napoleão Bonaparte, encarnação dos ideais que assombravam a nobreza europeia. Quando, anos mais tarde, o jovem general do exército popular republicano se coroou Imperador, a dedicatória foi retirada com indignação. Sentindo-se traído, Beethoven chegou a compor uma “Schlachtsymphonie” (Sinfonia de batalha), a Vitória de Wellington Op.91, em comemoração à derrota das tropas napoleônicas. Os ideais revolucionários permaneceram sendo, entretanto, uma imagem da reconciliação, como indicam os versos de Schiller no final da Nona Sinfonia, antecipando o momento em que “todos os homens se tornarão irmãos” sob as asas da alegria, “como um herói diante da vitória”“.

Leia aqui na íntegra o ensaio “Variações em Tempos de Guerra e de Paz” do professor Jorge de Almeida.

Variações em Tempos de Guerra e de Paz (Parte 1)
Categorizado em OSESP PodCast
O compositor Benjamin Britten e o pianista Paul Wittgenstein, que perdeu o braço direito durante a guerra, em 1942

O compositor Benjamin Britten e o pianista Paul Wittgenstein, que perdeu o braço direito durante a guerra, em 1942

O Música na Cabeça, parceria da Osesp com o jornal O Estado de S. Paulo, disponibiliza aqui a primeira parte da palestra com Jorge de Almeida realizada no dia 09 de maio na Sala São Paulo. O professor fala sobre música em tempos de guerra de paz.

“Realmente, não conheço as harmonias que mencionas, mas quero aconselhar-te a permitir apenas aquelas que imitem dignamente tanto a voz quanto os gritos de um herói que, na guerra ou em qualquer outra ação violenta, sofre uma ferida ou caminha para a morte, aceitando seu destino com firmeza e coragem.” Preocupado com o efeito imitativo das artes nos membros de sua República ideal, Platão pretendia expulsar não apenas os poetas, mas também os flautistas e certos modos musicais, como o lídio e o jônio, que considerava “efeminados” e prejudiciais à formação dos futuros guerreiros. Curiosa modulação da história: séculos mais tarde, o flautim se tornou popular nas bandas militares, e o modo jônio gregoriano deu origem à escala maior do nosso sistema tonal, sempre utilizada para exaltar a suposta virilidade dos soldados das batalhas modernas.”

Leia aqui na íntegra o ensaio “Variações em Tempos de Guerra e de Paz” do professor Jorge de Almeida.